Mortes na tragédia de Brumadinho chegam a 110; desaparecidos são 238

Os números da tragédia de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, voltaram a ser atualizados no fim da tarde desta quinta-feira. De acordo com as autoridades de segurança que participam da operação para encontrar as vítimas do rompimento da barragem Mina do Córrego do Feijão, confirmaram a morte de 110 pessoas. Outras 238 continuam desaparecidas. Identificadas 71 pessoas.

Durante o sétimo dia de operações, um corpo foi encontrado próximo à ponte do Rio Paraopeba, ainda em Brumadinho, fora da “zona quente”, onde as buscas estão concentradas. A informação foi confirmada pelo major Flávio Santiago, porta-voz da Polícia Militar (PM).
No fim da tarde, devido a ameaça de uma tempestade na cidade, o Corpo de Bombeiros suspendeu as buscas por motivos de segurança. A mesma situação aconteceu nessa quarta-feira. Porém, a interrupção durou pouco tempo, apenas 15 minutos. Por volta das, 18h as operações foram retomadas.


Saída de Israelenses

Os 136 soldados e oficiais israelenses que estavam desde o último domingo em Minas Gerais para ajudar nas buscas por vítimas do rompimento da barragem se despediram do Brasil nesta quinta-feira. Policiais militares do estado, integrantes do Comando Aéreo e do Corpo de Bombeiros participaram de uma solenidade de agradecimento e despedida da tropa nesta manhã no 12º Batalhão de Infantaria (BI), no Barro Preto, em Belo Horizonte.


Na cerimônia, o coronel Golan Vach, chefe da delegação, disse que se sente honrado em ter contribuído com os trabalhos, chamou os brasileiros de amigos e colocou um patch do Brasil em um dos braços. Ainda durante a solenidade, o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, agradeceu aos militares e falou sobre a importância de uma parceria tecnológica entre os dois países para melhorar a vida da população. O governador Romeu Zema (Novo) também estava presente.


Um rumor de desentendimentos entre os socorristas brasileiros e as tropas israelenses foi negado por autoridades. O retorno da tropa para Israel teria se dado, pois o contingente não se fez mais necessário. “Nós estamos vivendo aqui uma situação clássica de operação de interagências em que não há subordinação ou posição hierárquica”, disse o porta-voz do Comando Militar do Leste, Carlos Cinelli. Segundo ele, cada agência tem uma capacidade distinta, contribuindo para uma complementariedade dos esforços para o resgate.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *