Quase Metade dos Eleitores Vê Piora na Corrupção Sob Lula, informa pesquisa
A corrupção no país aumentou desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para 47% dos brasileiros. O dado vem de pesquisa realizada pelo PoderData no final de maio e início de junho de 2026. O levantamento também mostra que 28% dos entrevistados avaliam que o nível de irregularidades permaneceu inalterado. Outros 21% dizem que houve redução e 5% não souberam responder.
A percepção de aumento da corrupção recuou dois pontos percentuais em relação a janeiro de 2026. A parcela dos que afirmam que as irregularidades diminuíram avançou três pontos no mesmo período. No começo do ano, o governo enfrentava o desgaste de descontos indevidos em aposentadorias do INSS, caso que envolveu o filho mais velho do presidente. Uma reportagem revelou a proximidade dele com um empresário ligado às fraudes na autarquia.
O governo agora acompanha a repercussão do caso Banco Master na pesquisa mais recente. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição no final de 2025. A autoridade financeira identificou crise de liquidez, falhas na gestão de riscos e violação de normas. O fundador da instituição financeira acabou preso. Ele se reuniu com o presidente Lula e esteve no Palácio do Planalto em quatro ocasiões entre 2023 e 2024. Os dados indicam que o tema continua sendo um ponto sensível para a gestão federal.
Metodologia
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 30 de maio a 1º de junho de 2026. Foram entrevistadas 2.500 pessoas com 16 anos de idade ou mais em 166 municípios nas 27 unidades da Federação. As entrevistas ocorreram por telefone, para linhas fixas e celulares, por meio do sistema de Unidade de Resposta Audível. O entrevistado ouvia perguntas gravadas e respondia pelo teclado do aparelho. O PoderData realiza dezenas de milhares de telefonemas para atingir a amostra proporcional aos grupos de sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica. Foi aplicada uma ponderação paramétrica para compensar desproporcionalidades amostrais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança do estudo é de 95%. Os resultados foram arredondados para facilitar a leitura, o que pode fazer a soma diferir de 100%.

Jornalista, publicitário e estrategista de marketing político. Diretor do Consórcio de Notícias do Brasil, apresentador do CNBCAST e autor do livro “Manual do Candidato Vencedor”, referência em narrativas e estratégias eleitorais.




