Moradores de Aracruz acionam MP por recuperação ambiental
Moradores do bairro Villa Santi, em Aracruz, preparam uma nova representação ao Ministério Público do Espírito Santo para cobrar a execução de um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) que, segundo a associação comunitária, nunca foi cumprido pela loteadora CBL Desenvolvimento Urbano.
O plano foi apresentado em 2018 para recuperar uma área afetada por movimentação de terra e previa o plantio de espécies nativas em mais de 20 mil metros quadrados. Documentos reunidos pelos moradores indicam que as medidas não foram implementadas e que a vegetação existente acabou suprimida posteriormente.
A mobilização ocorre após denúncias de aterramento de áreas de preservação permanente, intervenções em áreas brejosas e a suspensão judicial de parte das obras do Villa Santi II. Os moradores também pretendem incluir na representação questionamentos sobre a fiscalização da Prefeitura de Aracruz e os impactos ambientais associados ao empreendimento.
Segundo a associação, a área foi aprovada para loteamento em 2010 e passou por alterações no enquadramento ambiental e urbanístico. A comunidade afirma que, em 2026, foram colocados à venda 27 lotes em uma região que considera protegida. Os moradores dizem ainda que já protocolaram denúncias na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e no gabinete do prefeito.
A controvérsia é acompanhada pelo Ministério Público desde 2017, quando foi ajuizada uma ação civil pública contra a loteadora, a Prefeitura de Aracruz e proprietários da antiga Fazenda Santi. A associação afirma que vai encaminhar fotografias, documentos e novos relatos para pedir a recuperação das áreas degradadas e uma fiscalização efetiva do poder público.
A Prefeitura de Aracruz informou, em reportagem anterior, que os loteamentos são licenciados, não preveem intervenções em áreas de preservação permanente e têm suas condicionantes fiscalizadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Sobre as novas denúncias, não houve resposta até o fechamento da publicação.
Fonte: Século Diário

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