TCE-ES aponta falhas na governança de TI em prefeituras e câmaras capixabas
Um levantamento do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES) identificou fragilidades na governança e na gestão de Tecnologia da Informação em prefeituras, câmaras de vereadores, secretarias de Estado e outros órgãos capixabas.
O processo avaliou 198 unidades gestoras estaduais e municipais, das quais 144 responderam às questões enviadas pelos auditores. A fiscalização dividiu as perguntas em quatro eixos: impacto da TI na estratégia da organização, impacto da TI nas operações, estrutura e maturidade institucional, e exposição da organização a riscos de TI.
Segundo o relator do processo, conselheiro substituto Marco Antônio da Silva, os entes estaduais apresentam maior dependência da TI tanto para a execução das operações quanto para o alcance de objetivos estratégicos. Já nos municípios, a tecnologia ainda é usada principalmente como ferramenta de apoio administrativo, com menor influência sobre a formulação de estratégias.
O relatório da área técnica mostra que 83% das unidades gestoras que responderam ao levantamento não têm Comitê de Governança de TI, 86% não têm Plano Estratégico de TI formalizado e vigente, e quase metade das áreas de TI funciona com até quatro servidores.
Entre os riscos apontados está a ausência de instrumentos formais de planejamento, como PEI, PETI e PDTI, o que pode fazer com que a TI institucional atue de forma reativa, sem ancoragem estratégica. A área técnica também alertou para o risco de órgãos não estarem preparados para responder a incidentes cibernéticos graves, como vazamento de dados ou ataques de ransomware, o que poderia paralisar serviços públicos essenciais.
Por se tratar de um levantamento, o TCE-ES informou que não haverá, neste momento, determinações ou recomendações aos órgãos avaliados. O resultado será encaminhado à Secretaria Geral de Controle Externo para subsidiar futuras ações de fiscalização. O processo tramita sob o número TC 2369/2026.
Fonte: TCE-ES.

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