Crise na Câmara de Vitória expõe racha entre Prefeito e Vereador
A disputa sobre a data da eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vitória dividiu o parlamento e isolou o vereador Aylton Dadalto. O parlamentar do Republicanos tornou-se alvo de pressão após discordar do adiamento do pleito interno. Dadalto era considerado um aliado próximo do prefeito Lorenzo Pazolini.
A crise resultou na exoneração de aliados do vereador em cargos na prefeitura. O movimento é interpretado nos bastidores políticos como uma retaliação direta. Dadalto integra agora o grupo de dezesseis vereadores que defendem a manutenção do calendário atual.
Um grupo de cinco parlamentares tenta alterar o regimento interno da Casa. Eles propõem adiar a votação de agosto para dezembro para evitar a contaminação do processo pelas eleições gerais. Os opositores da mudança argumentam que o rito é seguido desde 2014 sem intercorrências.
Em entrevista, Dadalto confirmou que recebeu um telefonema do prefeito com um pedido expresso pelo adiamento. O vereador relatou que negou a solicitação para seguir o entendimento de seus pares. “O prefeito pediu o adiamento e eu falei: ‘Olha, prefeito, é uma questão do Legislativo. Eu não vou ficar contra os meus pares, porque a gente quer manter o regimento'”, afirmou o parlamentar.
Segundo o vereador, o prefeito justificou o pedido com base no cenário político local. “Ele falou que era pelo momento. Como vai ter uma eleição, que esperasse passar para depois ter a eleição da Câmara. Pelo momento eleitoral”, explicou Dadalto.
(Fonte: Folha Vitória. Crédito da imagem: divulgação)

Jornalista, publicitário e estrategista de marketing político. Diretor do Consórcio de Notícias do Brasil, apresentador do CNBCAST e autor do livro “Manual do Candidato Vencedor”, referência em narrativas e estratégias eleitorais.




