Da Educação para Brasília: Vitor de Ângelo apresenta resultados na Sedu e explica por que quer ser deputado federal
Ex-secretário comandou a Educação estadual entre 2019 e 2026, destaca expansão das escolas de tempo integral e alfabetização e diz que pretende levar experiência em gestão pública para o Congresso Nacional
Depois de mais de sete anos à frente da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), Vitor de Ângelo deixou a gestão estadual para encarar um desafio diferente em 2026: disputar uma cadeira de deputado federal.
Em entrevista ao Política Capixaba Podcast, o ex-secretário fez um balanço de sua passagem pela Educação, falou sobre sua trajetória acadêmica e profissional e explicou por que decidiu transformar a experiência acumulada na gestão pública em um projeto eleitoral para a Câmara dos Deputados.
Professor e historiador, Vitor construiu boa parte de sua carreira dentro da universidade antes de assumir funções no poder público.

Durante a conversa, ele destacou sua atuação acadêmica, inclusive na Universidade Vila Velha (UVV), e definiu essa trajetória como parte importante de sua formação como gestor e “intelectual público”.
Sete anos comandando a Educação
Vitor assumiu a Sedu em 2019 e permaneceu no comando da pasta até 2026, atravessando um dos períodos mais desafiadores para a educação brasileira: a pandemia de Covid-19.
Na entrevista, ele afirmou que dois pontos estiveram entre as prioridades de sua gestão: a valorização dos profissionais da educação e o fortalecimento do regime de colaboração entre Estado e municípios.
Essa integração, segundo o ex-secretário, é fundamental porque o desempenho educacional não depende apenas da rede estadual. A formação do estudante começa nas redes municipais e segue por diferentes etapas até chegar ao ensino médio.
De 32 para 234 escolas de tempo integral
Entre os números apresentados por Vitor de Ângelo durante a entrevista, um dos principais está relacionado à expansão da educação em tempo integral.
Segundo ele, o Espírito Santo passou de 32 para 234 escolas de tempo integral durante o período de sua gestão.
O ex-secretário também destacou os resultados alcançados na alfabetização e citou a conquista do Selo Ouro do MEC, apresentando o desempenho como resultado da estratégia de colaboração entre o Estado e os municípios.
Para Vitor, esses indicadores ajudam a mostrar que políticas educacionais precisam ter continuidade, acompanhamento e planejamento de longo prazo.

Experiência na França influenciou visão sobre educação
A entrevista também mostrou um lado menos conhecido da trajetória do ex-secretário.
Vitor falou sobre sua experiência acadêmica internacional, incluindo períodos de doutorado e pós-doutorado na França, e explicou como o contato com outros modelos educacionais influenciou sua visão sobre ensino e políticas públicas.
Essa experiência também aparece em sua defesa de programas que permitam aos estudantes da rede pública conhecer outras culturas e realidades por meio de intercâmbios.
Na avaliação do ex-secretário, ampliar horizontes também faz parte da formação dos jovens.
Por que disputar uma vaga em Brasília?
A principal mudança na trajetória de Vitor de Ângelo em 2026 está justamente na saída da gestão para a disputa eleitoral.
E ele explicou durante o podcast por que decidiu concorrer a deputado federal.
Seu argumento é que boa parte das decisões que interferem diretamente na educação dos estados e municípios passa por Brasília.
Legislação, financiamento, programas nacionais e definição de políticas educacionais são discutidos no Congresso Nacional. Por isso, Vitor defende que sua experiência administrativa e técnica pode contribuir para esse debate na Câmara dos Deputados.
A candidatura representa também uma mudança de posição.
Durante anos, Vitor esteve no lado de quem precisava executar políticas públicas. Agora, pede ao eleitor a oportunidade de participar do espaço onde muitas dessas políticas são discutidas, financiadas e transformadas em lei.
Da sala de aula à urna
A trajetória apresentada durante a entrevista passa pela universidade, pela pesquisa acadêmica, pela experiência internacional e por mais de sete anos no comando de uma das maiores estruturas administrativas do Governo do Espírito Santo.
Agora, Vitor de Ângelo tenta descobrir se esse currículo também será convertido em capital eleitoral.
A educação aparece naturalmente como um dos principais ativos de sua candidatura.
Mas a eleição para deputado federal exige algo diferente da gestão de uma secretaria: presença nos municípios, comunicação direta com o eleitor e capacidade de transformar resultados administrativos em votos.
É esse novo teste que Vitor de Ângelo enfrenta em 2026.
▶️ Confira a entrevista completa no Política Capixaba Podcast.

Jornalista, publicitário e estrategista de marketing político. Diretor do Consórcio de Notícias do Brasil, apresentador do CNBCAST e autor do livro “Manual do Candidato Vencedor”, referência em narrativas e estratégias eleitorais.





