Amaro Neto deve trocar Republicanos pelo Progressistas e disputar a reeleição em 2026

Amaro Neto deve trocar Republicanos pelo Progressistas e disputar a reeleição em 2026

O deputado federal Amaro Neto deve disputar a reeleição para o terceiro mandato em 2026 por um novo partido. Atualmente no Republicanos, o parlamentar está em conversas avançadas para se filiar ao Progressistas, movimento que tende a ser construído de forma amigável entre as legendas envolvidas.

Eleito em 2022 para o segundo mandato com mais de 50 mil votos, Amaro construiu sua trajetória política no Republicanos, partido do atual presidente da sigla no Espírito Santo, Erick Musso. Além de deputado, Amaro é comunicador e iniciou sua carreira profissional na Rádio Espírito Santo, veículo público estadual, o que o mantém com bom trânsito institucional junto ao Palácio Anchieta.

Nos bastidores, o deputado é visto como um nome de diálogo tanto com o grupo ligado ao vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), pré-candidato ao Governo do Estado, quanto com o campo formado por Erick Musso, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, e Roberto Carneiro. Apesar disso, os dois campos estão em lados opostos na disputa pelo Palácio Anchieta, o que coloca Amaro numa posição estratégica para ajudar na montagem das chapas proporcionais.

A articulação para levar Amaro ao Progressistas teria como pano de fundo a tentativa de manter a federação União Progressista (PP + União Brasil) no campo político de Ricardo Ferraço. Com isso, o governador busca evitar o esvaziamento do palanque no processo de formação de alianças para 2026.

Para o Republicanos, a eventual saída de Amaro não representa um esvaziamento completo. A legenda trabalha com outros nomes competitivos e, nos bastidores, há movimentação para atrair o deputado federal Evair de Melo, hoje filiado ao Progressistas e aliado de Pazolini. Evair é, atualmente, o principal nome do PP que se posiciona contra qualquer aproximação com o grupo de Renato Casagrande e Ricardo Ferraço.

A possível troca de sigla por parte de Amaro pode, na prática, gerar uma espécie de “permuta política” entre as legendas: o Progressistas ganha um nome forte para a disputa proporcional, enquanto o Republicanos se movimenta para não perder protagonismo no jogo eleitoral.

Embora Evair tenha declarado recentemente que a possibilidade de deixar o PP era remota, o novo cenário de rearranjo partidário amplia as chances de mudanças até o fechamento da janela de filiação. O tabuleiro para 2026 está longe de estar definido — e os próximos movimentos devem redesenhar as forças em campo.