Candidatos ao governo do ES têm poucas propostas para a população idosa
Idosos já representam 16,47% da população do Espírito Santo e são o grupo que mais cresce no Estado, mas planos de governo dos principais candidatos trazem poucas propostas específicas para esse público.
Segundo o Censo 2022 do IBGE, a população idosa (acima de 60 anos) no Espírito Santo cresceu 73,1% entre 2010 e 2022, saltando de 364.745 para 631.398 pessoas — um ritmo superior ao crescimento nacional, de 55,97% no mesmo período. O Estado também tem a segunda maior expectativa de vida ao nascer do País, atrás apenas de Santa Catarina.
Apesar da urgência demográfica, um levantamento sobre os planos de governo dos principais candidatos ao Executivo estadual mostra que o tema recebe pouca atenção. Nos planos de Breno Barcelos (Missão) e Rafael Demuner (UP) não há menção a políticas específicas para idosos.
Lorenzo Pazolini (Republicanos) propõe a criação do programa “Vila do Idoso”, descrito como um ambiente protegido e adaptado para manter a independência do idoso, além da expansão do cuidado domiciliar, teleassistência e uma força-tarefa contra crimes cibernéticos que atingem idosos e adolescentes. O plano não detalha como o programa funcionará, quantos idosos seriam atendidos nem o orçamento previsto.
Helder Salomão (PT) prevê fortalecer a atenção domiciliar articulada com o programa de atenção ao idoso, ampliar o acesso a medicamentos, vacinação e reabilitação pelo SUS, além de criar o programa “Viver Bem” para prevenir violência e negligência contra idosos. O plano também não especifica as medidas práticas de execução.
Ricardo Ferraço (MDB), atual governador, apresenta o conjunto mais detalhado de propostas, incluindo a criação da “Política Estadual de Cuidados”, o cofinanciamento de Centros-Dia em parceria com municípios e o programa “Cidade Amiga da Pessoa Idosa”, voltado à mobilidade e acessibilidade. Também promete o “Programa Estadual de Inclusão e Letramento Digital da Pessoa Idosa” e o “Programa Bem Viver”, de educação financeira e envelhecimento ativo — mas também sem valores ou metas detalhadas.
O Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), órgão do governo estadual, já havia alertado sobre o tema em estudo de 2024, apontando a necessidade de rever o planejamento público diante do envelhecimento populacional, incluindo adequações em mobilidade urbana, como calçadas e tempo de travessia em semáforos.
Fonte: [Folha Vitória](https://www.folhavitoria.com.br/politica/as-poucas-propostas-dos-candidatos-ao-governo-para-a-populacao-que-mais-cresce-no-es/)

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