Disputa pela vaga de vice intensifica articulações na chapa de Ricardo Ferraço

Disputa pela vaga de vice intensifica articulações na chapa de Ricardo Ferraço

A disputa pela vaga de vice na chapa do governador Ricardo Ferraço ganhou novos concorrentes. O PDT abriu as discussões com a indicação do ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal. O pedetista demonstrou pouco entusiasmo com a proposta. A federação União Progressista, que reúne Progressistas e União Brasil, entrou formalmente na disputa pelo posto na chapa de reeleição do emedebista.

O deputado federal Da Vitória, presidente estadual da federação, abriu mão de concorrer ao Senado e confirmou o interesse do bloco. O dirigente citou os deputados federais Amaro Neto e Messias Donato, além do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos. Outros cotados são a capitã do Corpo de Bombeiros, Andressa, o vereador de Vitória Camilo Neves e o empresário Rodolfo Mai.

Marcelo Santos minimizou as especulações e manteve os planos de disputar a Câmara dos Deputados. O parlamentar avalia que o remanejamento de candidatos a deputado federal prejudica a chapa proporcional. Apesar do posicionamento de Santos, bastidores apontam que Amaro Neto tem interesse real na vaga de vice. Neto migrou para o Progressistas em fevereiro, após deixar o Republicanos, legenda do principal adversário de Ferraço, o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini.

A federação considera a indicação do vice como certa após acenos públicos do governador. Ferraço declarou que o grupo tem relevância para integrar a chapa majoritária. Aliados do Palácio Anchieta ponderam que não existem garantias antecipadas. A definição costuma ocorrer nos prazos finais das convenções partidárias, como demonstram os históricos das eleições anteriores no Estado.

O governador busca equilibrar o amplo arco de alianças que apoia sua reeleição e a candidatura de Renato Casagrande ao Senado. Ferraço adota cautela para evitar dissidências na base aliada. A escolha também é estratégica para atrair eleitores em um cenário polarizado. A avaliação interna indica que o pleito será disputado devido à força eleitoral de Pazolini e à pré-candidatura do deputado federal Helder Salomão, do PT.

(Foto: Rodrigo Zaca / Governo do ES)