Giba Musto revela os três níveis usados para tentar desconstruir um candidato em uma eleição
Consultor político explicou no Política Capixaba Podcast como ataques podem avançar da atuação política para a imagem pública e chegar à vida pessoal e familiar
Em uma campanha eleitoral, até onde pode chegar a estratégia para desconstruir a imagem de um adversário? Para o consultor político Gilberto Musto, o Giba do Mapa do Voto, existe uma espécie de escalada nos ataques utilizados durante disputas políticas.
Durante participação no Política Capixaba Podcast, Giba dividiu esse processo em três níveis: imagem política, imagem pública e imagem pessoal.
Segundo o consultor, compreender essa diferença ajuda a enxergar como determinadas estratégias eleitorais são construídas e por que algumas campanhas ultrapassam o debate sobre propostas, gestão e posicionamentos para atingir aspectos particulares da vida de um candidato.
Primeiro alvo: a imagem política
O primeiro campo de disputa, segundo Giba, é a própria atuação política.
É nesse estágio que adversários procuram explorar decisões, posicionamentos, alianças, votações, promessas, resultados de gestão e outros elementos diretamente relacionados à trajetória do candidato.
Trata-se do terreno mais tradicional do confronto eleitoral: questionar a capacidade, as escolhas e a coerência política do adversário.
Da política para a imagem pública
O segundo nível identificado pelo consultor envolve a imagem pública.
Nesse momento, o objetivo deixa de ser apenas questionar decisões políticas e passa a atingir a percepção construída pelo candidato perante a sociedade.
Características associadas à personalidade, comportamento, comunicação e credibilidade entram no centro da disputa.
Em eleições cada vez mais influenciadas pelas redes sociais, essa batalha pela percepção do eleitor ganhou ainda mais importância.
Quando o ataque chega à vida pessoal
O terceiro nível é apontado por Giba como o mais pesado: a tentativa de atingir a imagem pessoal.
Nesse estágio, a disputa pode alcançar a vida privada, relações familiares e outros aspectos que ultrapassam a atividade política propriamente dita.
É justamente aí que, na avaliação apresentada pelo consultor durante o podcast, uma campanha entra em seu terreno mais delicado.
Ataque nem sempre muda voto
Giba também chamou atenção para outro aspecto importante: desconstruir uma imagem já consolidada perante o eleitorado pode ser muito mais difícil do que parece.
Na avaliação do consultor, ataques sucessivos não significam necessariamente mudança na opinião pública. Dependendo da relação construída entre candidato e eleitor, determinadas ofensivas podem ter efeito limitado sobre uma percepção formada ao longo do tempo.
A análise ajuda a compreender uma das principais disputas paralelas de qualquer eleição: além da corrida pelos votos, existe uma batalha permanente pela construção, proteção e desconstrução de reputações.
Com as eleições de 2026 em andamento, esse fenômeno tende a ganhar ainda mais espaço nas redes sociais e no debate político.
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Jornalista, publicitário e estrategista de marketing político. Diretor do Consórcio de Notícias do Brasil, apresentador do CNBCAST e autor do livro “Manual do Candidato Vencedor”, referência em narrativas e estratégias eleitorais.





