Governo do ES prepara reestruturação da segurança pública com novos batalhões e pacote de promoções
O Governo do Espírito Santo finaliza um projeto de reestruturação administrativa e operacional da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros com impacto direto no modelo de atuação das forças de segurança em diversas regiões do Estado. A proposta prevê a criação de seis novos batalhões — três da PM e três dos Bombeiros — além de um amplo pacote de promoções e abertura de vagas na carreira militar.
Pelo desenho preliminar do projeto, a Polícia Militar deve ganhar novos batalhões na Região Metropolitana, no Litoral Sul e na Região Serrana. A ideia é transformar companhias independentes em unidades de maior porte, ampliando a presença operacional e a capacidade de resposta em áreas consideradas estratégicas, tanto por crescimento populacional quanto por demandas de segurança ligadas ao turismo, à atividade econômica e ao patrulhamento rural.
Na Região Metropolitana, Viana deve receber um batalhão próprio, reivindicação antiga do município, que hoje conta apenas com uma companhia independente para atender a demanda local. A proposta considera fatores como o crescimento urbano, a presença de complexo prisional e a expansão de empresas na região. No Litoral Sul, Marataízes deve ser elevada à condição de batalhão, reforçando a segurança em municípios da divisa com o Rio de Janeiro. Já na Região Serrana, a criação de um batalhão em Afonso Cláudio pretende ampliar o policiamento em cidades com forte atividade rural e turística.
Além dos novos batalhões, o projeto também prevê a elevação de destacamentos e companhias em municípios como Sooretama, Castelo e Santa Maria de Jetibá, o que deve redistribuir efetivo e reforçar o policiamento ostensivo no interior do Estado.
No Corpo de Bombeiros, a proposta prevê a criação de batalhões na Serra e em Vila Velha, transformando companhias independentes em unidades de maior porte, além da implantação de um batalhão com atuação estadual voltado exclusivamente à resposta a desastres. A medida busca dar mais rapidez e estrutura a ações em situações de enchentes, deslizamentos e grandes emergências.
O pacote inclui ainda um reforço em unidades táticas especializadas, com foco em operações em áreas conflagradas e ações de repressão qualificada, ampliando a capacidade de atuação em situações de maior complexidade.
Outro eixo do projeto é a reorganização da carreira militar. A proposta autoriza promoções em larga escala e a criação de quase mil novas vagas entre oficiais e praças, com o objetivo de regularizar o fluxo de progressão na carreira e atender à expansão das unidades operacionais. A previsão é de impacto financeiro anual ainda em análise pelos órgãos técnicos do governo.
O projeto ainda está em fase de consolidação técnica e deve ser encaminhado à Assembleia Legislativa após a conclusão dos estudos de impacto orçamentário. A expectativa nos bastidores é de que a proposta seja tratada como prioridade, por envolver diretamente a estrutura da segurança pública no Estado.

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