Pazolini se aproxima das forças de segurança enquanto o atual governo ainda busca interlocução no setor
Em meio a sinais de indefinição do atual governo na tentativa de construir pontes com as forças de segurança, o pré-candidato ao governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini, tem intensificado sua presença ao lado de um dos nomes mais influentes entre militares no estado: o sargento Eugênio.
Nos últimos dias, Pazolini e Eugênio têm sido vistos juntos em agendas públicas, especialmente em visitas a feiras livres e encontros com a população em diferentes regiões. A movimentação é interpretada por interlocutores políticos como um gesto claro de aproximação com uma categoria considerada estratégica no cenário eleitoral.
O sargento Eugênio, que possui forte atuação nas demandas dos policiais militares e demais profissionais da segurança pública, vem consolidando seu nome como uma das principais lideranças do segmento. Sua presença ao lado de Pazolini reforça a sinalização de diálogo direto com a base, em contraste com o que aliados do pré-candidato classificam como “falta de rumo” do governo atual na condução desse relacionamento.
Enquanto isso, o Palácio Anchieta ainda enfrenta dificuldades para apresentar um nome que consiga transitar com legitimidade entre as forças de segurança, setor que historicamente exerce influência significativa nas disputas eleitorais no estado.
A estratégia de Pazolini, ao apostar na proximidade com lideranças reconhecidas da área, busca não apenas fortalecer sua imagem junto à categoria, mas também ampliar sua capilaridade política em um momento pré-eleitoral marcado por articulações e definições de alianças.
Analistas avaliam que o movimento pode impactar diretamente a configuração do debate eleitoral, sobretudo em temas ligados à segurança pública, que seguem entre as principais preocupações da população capixaba.

Jornalista, publicitário e estrategista de marketing político. Diretor do Consórcio de Notícias do Brasil, apresentador do CNBCAST e autor do livro “Manual do Candidato Vencedor”, referência em narrativas e estratégias eleitorais.



