“Pense no Brasil e pesquise antes de votar”: Manato faz alerta ao eleitor na reta final da campanha

“Pense no Brasil e pesquise antes de votar”: Manato faz alerta ao eleitor na reta final da campanha

“Pense no Brasil e pesquise antes de votar”: Manato faz alerta ao eleitor na reta final da campanha

Candidato a deputado federal, Manato 1000 defende que escolha nas urnas vá além da polarização entre direita e esquerda e pede que população investigue trajetória, projetos e histórico de quem pede o voto

Em plena reta final das eleições de 2026, Carlos Manato (Republicanos), candidato a deputado federal com o número 1000, decidiu fazer um alerta ao eleitor: a escolha deste ano, segundo ele, precisa ser tratada com seriedade e pensando no futuro do Brasil.

A mensagem ganhou força no último 7 de Setembro, Dia da Independência, quando Manato aproveitou o simbolismo da data para defender que o eleitor não escolha seus representantes apenas por paixão política, identificação ideológica ou pela divisão entre direita e esquerda.

Para ele, esta é uma eleição em que o brasileiro precisa parar, pesquisar e avaliar cuidadosamente quem está pedindo seu voto.

“As pessoas têm que pensar no Brasil. É sério.”

A fala resume o tom que Manato pretende imprimir nesta reta final: mesmo sendo historicamente identificado com a direita e aliado de Jair Bolsonaro, ele sustenta que o eleitor precisa olhar além do campo ideológico.

“Para com esse negócio de direita e esquerda. Avalie o projeto, pesquise a vida pública da pessoa.”

“Vai no Google e pesquisa”

Manato propõe algo simples: utilizar a própria internet para conhecer melhor cada candidato.

A recomendação é pesquisar o nome, verificar mandatos anteriores, procurar notícias, conhecer projetos, analisar o trabalho realizado e buscar informações sobre eventuais controvérsias envolvendo a trajetória pública de quem pede o voto.

“Vai no Google, pesquisa sobre ele, pesquisa sobre a pessoa. Usa a ferramenta da internet para pesquisar, para ver a vida pública, se teve algum escândalo de corrupção, se tem trabalho prestado.”

O conselho ganha relevância principalmente nas eleições proporcionais, quando centenas de candidatos disputam vagas para a Câmara dos Deputados e assembleias legislativas.

Em meio a números, slogans, vídeos e propaganda eleitoral, Manato argumenta que o eleitor precisa fazer sua própria investigação.

O voto dura poucos segundos. A consequência da escolha pode durar quatro anos.

Manato também coloca o próprio histórico na mesa

Ao pedir que o eleitor investigue os candidatos, Manato coloca naturalmente sua própria trajetória sob o mesmo critério.

Médico e político experiente, ele exerceu quatro mandatos consecutivos como deputado federal pelo Espírito Santo, entre 2003 e 2019.

Nesta eleição, tenta retornar à Câmara dos Deputados.

Manato sustenta que sua trajetória pública e a de sua esposa, a ex-deputada federal Dra. Soraya Manato, podem ser pesquisadas pelo eleitor e afirma que ambos construíram suas carreiras sem envolvimento com corrupção.

“Pesquisa a nossa vida.”

A afirmação sobre seu histórico é apresentada pelo próprio candidato como um dos argumentos de campanha. O desafio lançado ao eleitor, portanto, vale também para ele: consultar fontes públicas, registros oficiais, notícias e informações disponíveis sobre sua atuação política.

Uma família com duas décadas de atuação política

Dra. Soraya também faz parte dessa trajetória.

Ela exerceu mandato de deputada federal pelo Espírito Santo entre 2019 e 2023. Neste ano, segundo Manato, decidiu não disputar novamente uma cadeira na Câmara para dedicar mais tempo à família e aos netos.

Com a decisão de Soraya, Manato assumiu novamente a linha de frente eleitoral e disputa uma vaga de deputado federal com o número 1000.

Depois de quatro mandatos de Manato e um de Soraya, são cerca de duas décadas de presença da família na política federal capixaba.

Agora, é justamente esse período que Manato coloca à disposição do eleitor para ser analisado.

Um nome ligado à construção da direita no Espírito Santo

Existe também uma particularidade no discurso.

Manato não é um político sem posicionamento ideológico.

Pelo contrário.

Ele esteve entre os nomes que ajudaram a organizar e fortalecer a direita no Espírito Santo antes mesmo de o bolsonarismo atingir sua força eleitoral nacional e construiu uma relação política próxima com Jair Bolsonaro.

Por isso, quando pede ao eleitor que vá além da divisão entre direita e esquerda, Manato não está renegando sua posição política.

O argumento é outro: ser de direita ou de esquerda, sozinho, não deveria bastar para alguém receber um voto.

Ideologia pode ajudar o eleitor a escolher um campo político. Mas histórico, capacidade e comportamento público ajudam a decidir quem merece representá-lo dentro desse campo.

“Pense no Brasil”

Foi justamente no 7 de Setembro, uma das datas de maior simbolismo nacional, que Manato reforçou essa preocupação.

A mensagem apresentada pelo candidato é de que a eleição de 2026 não deve ser encarada apenas como mais uma disputa entre grupos políticos.

“Pense no Brasil. É sério.”

Na visão defendida por Manato, votar exige responsabilidade porque os escolhidos nas urnas participarão das decisões que afetarão o País pelos próximos quatro anos.

Isso inclui economia, segurança pública, saúde, educação, impostos, legislação e fiscalização do governo.

Um conselho que vale para todos — inclusive para Manato

Talvez o ponto mais interessante da fala seja justamente este.

Se a recomendação é pesquisar, então ela precisa valer para todos os candidatos.

Pesquise quem você gosta.

Pesquise quem você não conhece.

E pesquise também quem você pretende votar.

Não procure apenas informações que confirmem sua opinião. Procure informações que ajudem a formar sua opinião.

No caso de candidatos que já exerceram mandato, existem ainda ferramentas públicas para consultar votações, projetos apresentados, discursos, atuação parlamentar e outras informações.

É possível comparar o que foi prometido com aquilo que efetivamente foi realizado.

Manato 1000 entra na reta final tentando transformar sua própria trajetória em argumento eleitoral.

Mas, desta vez, acompanhado de um desafio ao eleitor:

Antes de escolher pela direita ou pela esquerda, escolha conhecer quem está pedindo o seu voto. E, como disse Manato no 7 de Setembro, pense no Brasil — porque a decisão é séria.