PSD recua e mantém indefinição sobre aliança com Pazolini no Espírito Santo
O PSD sinalizou um recuo no apoio à pré-candidatura do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), ao governo do Estado. O alinhamento entre as siglas fosse dado como certo nos bastidores políticos, mas o presidente estadual da legenda, Renzo Vasconcelos, afirmou nesta sexta-feira (6) que o partido ainda não oficializou a coligação com o grupo de Pazolini, mantendo a indefinição sobre o seu palanque nas eleições de outubro.
A movimentação surpreende interlocutores do Palácio Anchieta ligados ao governador Renato Casagrande (PSB) e ao vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), que anteriormente não acreditavam em uma aproximação com o PSD. A resistência do governo estadual era baseada na influência do ex-governador Paulo Hartung sobre a sigla, uma vez que Hartung mantém uma histórica oposição política à atual gestão e ao grupo dos chamados “casagrandistas”.
Apesar da declaração de um interlocutor palaciano indicar que a resistência de Hartung era vista como o principal obstáculo para uma aliança com o governo, a fala de Vasconcelos reabre o diálogo entre as forças políticas. Com a decisão ainda pendente, o PSD interrompe a percepção de adesão automática à oposição e coloca o partido novamente como peça estratégica nas negociações para a sucessão estadual.

Jornalista, publicitário e estrategista de marketing político. Diretor do Consórcio de Notícias do Brasil, apresentador do CNBCAST e autor do livro “Manual do Candidato Vencedor”, referência em narrativas e estratégias eleitorais.





