Quem está por trás da fake news contra Pazolini? Montagem sobre pedágio da Terceira Ponte levanta questionamentos às vésperas da eleição

Quem está por trás da fake news contra Pazolini? Montagem sobre pedágio da Terceira Ponte levanta questionamentos às vésperas da eleição

Após relatos de ligações telefônicas que teriam provocado preocupação entre eleitores, uma nova polêmica surge na reta final do segundo turno:

uma imagem falsa, atribuída ao jornal A Gazeta, associa Lorenzo Pazolini ao retorno do pedágio da Terceira Ponte.

A poucos dias da decisão sobre quem governará o Espírito Santo, uma pergunta ganha força: quem está por trás da divulgação de uma notícia falsa envolvendo Lorenzo Pazolini (Republicanos)?

Desta vez, o assunto é a Terceira Ponte. Uma montagem que simula uma publicação do jornal A Gazeta circulou nas redes sociais, associando o candidato ao suposto retorno da cobrança de pedágio.

O próprio jornal desmentiu a publicação e esclareceu que o conteúdo não foi produzido por sua redação.

Mas o episódio levanta uma questão que merece investigação: quem criou a imagem, quem iniciou sua distribuição e com qual finalidade?

Uma sequência de episódios que preocupa

A circulação da montagem acontece em meio a outros relatos que marcaram a reta final da campanha eleitoral.

Recentemente, moradores da região de São Pedro, em Vitória, relataram o recebimento de ligações automáticas com mensagens sobre uma possível perda de direitos trabalhistas, seguidas de perguntas relacionadas à intenção de voto.

As denúncias foram encaminhadas à redação do Política Capixaba e também circularam nas redes sociais.

A origem dessas ligações, sua finalidade e eventual responsabilidade de agentes políticos precisam ser apuradas pelas autoridades competentes.

Agora, a divulgação de uma notícia falsa sobre o pedágio da Terceira Ponte acrescenta um novo elemento de preocupação ao ambiente eleitoral.

Os episódios são distintos, e não há comprovação de que tenham sido organizados pelas mesmas pessoas ou por qualquer campanha. Ainda assim, ambos reforçam a necessidade de investigar conteúdos capazes de provocar medo, confusão ou desinformação entre eleitores.

Por que uma notícia falsa justamente agora?

O momento escolhido para a circulação da montagem chama atenção.

Às vésperas do segundo turno, quando muitos eleitores já estão decidindo seus votos, uma informação falsa sobre a possível volta de uma cobrança conhecida pela população capixaba pode provocar repercussão imediata.

O uso da identidade visual de um veículo jornalístico também torna o episódio mais preocupante, pois pode levar o público a acreditar que está diante de uma notícia verificada.

Não se sabe quem produziu a montagem nem se houve intenção eleitoral comprovada. Mas o contexto em que ela circulou justifica a cobrança por esclarecimentos.

Quem ganha com a desinformação?

A pergunta é inevitável, mas não deve ser confundida com uma acusação.

Uma notícia falsa envolvendo determinado candidato não permite concluir, automaticamente, que tenha sido produzida por seus adversários. Identificar possíveis beneficiários políticos não é o mesmo que identificar os responsáveis.

Por isso, a apuração da autoria é fundamental.

O que se espera é que eventuais responsáveis pela produção e distribuição deliberada de conteúdos falsos sejam identificados e que qualquer irregularidade comprovada receba o tratamento previsto na legislação.

O eleitor capixaba tem direito de escolher seu próximo governador sem ser induzido ao erro por montagens, boatos ou informações não verificadas.

E a pergunta continua sem resposta:

Quem está por trás da fake news sobre o pedágio da Terceira Ponte e por que ela começou a circular justamente na reta final das eleições?

O Política Capixaba continuará acompanhando o caso e os esclarecimentos que possam surgir.

É falsa imagem que simula post de A Gazeta sobre retorno do pedágio da Terceira Ponte

 

DENÚNCIA EXPLOSIVA: Eleitores relatam ligações automáticas sobre perda de FGTS, férias e 13º salário para influenciar voto em Ricardo Ferraço