Defensoria pede mediação em conflito fundiário que envolve famílias em Linhares

Defensoria pede mediação em conflito fundiário que envolve famílias em Linhares

Recurso da Defensoria Pública do Espírito Santo questiona reintegração de posse e pede análise do caso por comissão do TJES.

A Defensoria Pública do Espírito Santo recorreu da decisão que determinou a reintegração de posse da área onde vivem 49 famílias do acampamento João Gomes, na comunidade de Palhal, distrito de Bebedouro, em Linhares. O prazo de 190 dias para o cumprimento da ordem termina em novembro, segundo o coordenador estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Marco Carolino.

Por meio do Núcleo de Defesa Agrária e Moradia (Nudam), a Defensoria argumenta que o processo envolve uma coletividade de pessoas vulneráveis e deve observar as diretrizes da Resolução 510/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O recurso ainda não foi apreciado.

O órgão defende que o caso seja analisado pela Comissão Regional de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). A comissão pode criar um espaço de diálogo entre as partes e instituições, além de permitir nova tentativa de conciliação e a elaboração de um plano de ação para eventual remoção.

A área foi desapropriada pelo Governo do Estado em 2012 e havia sido destinada à Petrobras para a implantação de uma fábrica de fertilizantes. Após a desistência do projeto, o terreno passou a integrar o processo de criação de um assentamento, conforme o relato publicado pelo Século Diário. A Defensoria informou que, depois do julgamento do recurso, reavaliará as medidas jurídicas e extrajudiciais cabíveis.

Fonte: [Século Diário](https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/defensoria-cobra-mediacao-em-conflito-que-ameaca-assentamento-em-palhal/)