A campanha termina onde tudo começou: Luiz Paulo volta às origens e apresenta projeto para o Centro Cultural Jaburuna

A campanha termina onde tudo começou: Luiz Paulo volta às origens e apresenta projeto para o Centro Cultural Jaburuna

Depois de percorrer o Espírito Santo, Luiz Paulo Vellozo Lucas retorna ao lugar onde cresceu, reencontra vizinhos de uma vida inteira e apresenta o sonho de transformar a antiga chácara da família em um espaço de cultura, esporte e leitura

Depois de quilômetros de estrada, cidades visitadas, caminhadas, reuniões e encontros com eleitores, Luiz Paulo Vellozo Lucas decidiu fechar sua campanha voltando ao lugar onde boa parte de sua própria história começou.

Na reta final da disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa, Luiz Paulo retornou à região da Glória e Jaburuna, em Vila Velha, onde viveu durante décadas, reencontrou antigos vizinhos e voltou à antiga chácara de seus pais.

Ali, apresentou um projeto que mistura memória e futuro: trabalhar pela criação do Centro Cultural Jaburuna.

A ideia é buscar a viabilização da antiga propriedade da família, uma área de aproximadamente 15 mil metros quadrados, para transformá-la em um espaço comunitário dedicado à cultura, esporte, leitura e convivência.

O reencontro com uma história de décadas

A caminhada pela região também foi uma viagem pelas memórias da família Vellozo Lucas.

Na antiga Rua Baturité, Luiz Paulo reencontrou Cid e Dona Maria, vizinhos de longa data.

Cid era amigo de seu pai, Laércio Almeida Lucas. Dona Maria era amiga e costureira de sua mãe.

São relações construídas numa época em que vizinhança significava convivência diária e a chácara da família fazia parte da própria vida comunitária da região.

Durante a caminhada, outros moradores também reconheceram Luiz Paulo e lembraram dos tempos em que frequentavam a propriedade.

“Encontrei pessoas dizendo: ‘Eu joguei bola na sua casa quando era pequeno’. Quando nós morávamos ali, tinha um campo de futebol. Aquilo funcionava como um clube do bairro.”

Hoje, segundo Luiz Paulo, a área pertence a um particular e está sem utilização.

E foi justamente diante daquele lugar que surgiu uma das propostas mais pessoais apresentadas por ele durante toda a campanha.

Uma chácara de 15 mil metros quadrados pode ganhar uma nova história

O projeto imaginado por Luiz Paulo prevê aproveitar os aproximadamente 15 mil metros quadrados para criar o Centro Cultural Jaburuna.

A proposta inclui áreas esportivas, com possibilidades como quadras, futebol, vôlei, futevôlei e outras modalidades, além de espaços destinados à cultura e à convivência comunitária.

Mas existe também um patrimônio arquitetônico dentro do terreno.

A antiga residência da família é uma casa de estilo modernista projetada pela arquiteta Maria do Carmo Schwab nos anos 1950.

A intenção de Luiz Paulo é preservar e dar uma nova função ao imóvel.

A antiga casa pode virar biblioteca

É justamente dentro da residência modernista que Luiz Paulo imagina instalar uma das principais estruturas do futuro centro cultural: uma biblioteca pública.

O acervo inicial viria da própria família.

Luiz Paulo pretende reunir sua biblioteca particular aos livros de seu pai. Segundo ele, os dois acervos somam mais de 5 mil exemplares.

A biblioteca receberia o nome de Laércio Almeida Lucas, transformando parte da memória do pai em um equipamento aberto aos moradores, estudantes e jovens da região.

“A biblioteca dele e a minha dão mais de cinco mil livros. Quero que aquela casa possa virar uma biblioteca pública para os jovens e para a comunidade.”

A proposta cria uma ligação direta entre passado e futuro.

A casa onde Luiz Paulo viveu poderia receber novas gerações.

Os livros acumulados durante décadas poderiam deixar o ambiente familiar para se tornar um acervo comunitário.

E o terreno onde crianças da vizinhança jogavam futebol poderia voltar a ter esporte e convivência.

Um projeto que ainda precisa ser construído

A área não pertence mais à família Vellozo Lucas e atualmente é uma propriedade particular.

Por isso, a criação do Centro Cultural Jaburuna dependeria de estudos técnicos, negociação com o proprietário, definição de instrumentos jurídicos, elaboração de projeto arquitetônico e obtenção de recursos.

Luiz Paulo apresenta, portanto, uma proposta a ser viabilizada — e não uma obra já definida ou assegurada.

Ele afirma, porém, que pretende trabalhar pelo projeto independentemente do resultado eleitoral.

“Eleito ou não eleito, vou trabalhar para viabilizar o Centro Cultural Jaburuna.”

O último capítulo da campanha volta à primeira página

Existe uma simbologia particular na escolha de Luiz Paulo para essa reta final.

Depois de percorrer o Espírito Santo falando sobre planejamento, desenvolvimento e futuro, ele voltou para um endereço ligado à própria formação.

Reencontrou Cid, amigo de seu pai.

Reencontrou Dona Maria, amiga e costureira de sua mãe.

Caminhou pela antiga Rua Baturité.

Ouviu moradores contando que haviam jogado futebol na chácara quando crianças.

E voltou a olhar para a casa modernista onde viveu com a família.

Diante dela, apresentou um projeto que pretende perseguir nos próximos anos.

Um terreno de 15 mil metros quadrados. Uma casa dos anos 1950. Mais de cinco mil livros. Esporte, cultura e memória reunidos no mesmo lugar.

Luiz Paulo percorreu o Estado inteiro durante a campanha.

Para encerrá-la, decidiu voltar para casa.

E transformar uma lembrança de seu passado em uma proposta para o futuro de Jaburuna.