De vendedor de picolé e motorista de ônibus à Câmara de Viana: a trajetória de Pacheco construída nas ruas

De vendedor de picolé e motorista de ônibus à Câmara de Viana: a trajetória de Pacheco construída nas ruas

Antes de chegar à política, vereador trabalhou em frigorífico, vendeu picolé e passou anos ao volante de ônibus; hoje, transforma a própria origem em uma das marcas de sua atuação: “Meu gabinete é a rua”

Antes da Câmara Municipal, vieram as ruas. Antes do mandato, vieram o picolé vendido para ganhar dinheiro, o trabalho em frigorífico e muitas horas atrás do volante de um ônibus.

A história do vereador José Pacheco, de Viana, ajuda a explicar muito do estilo que ele procura imprimir à sua atuação política.

Em entrevista, Pacheco relembrou uma trajetória profissional distante dos gabinetes e construída em atividades comuns a milhares de trabalhadores capixabas. Foi vendedor de picolé, funcionário de frigorífico e motorista de ônibus antes de conquistar espaço na política de Viana.

Mais do que uma biografia de superação pessoal, a história ajuda a compreender uma frase que se tornou uma espécie de definição de seu mandato:

“Meu gabinete é a rua.”

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Do volante do ônibus para a política

Durante anos, Pacheco trabalhou como motorista de ônibus.

A experiência colocou o hoje vereador em contato diário com trabalhadores, estudantes, mães e pais de família que dependem do transporte coletivo para estudar, trabalhar ou simplesmente atravessar a cidade.

Mas o ônibus foi apenas uma das etapas.

Pacheco também relembra que vendeu picolé e trabalhou em frigorífico, numa trajetória profissional marcada por diferentes atividades até chegar à vida pública.

É justamente essa origem que ele procura carregar para o mandato.

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“Meu gabinete é a rua”

A presença nas comunidades tornou-se uma das características que Pacheco busca associar ao trabalho como vereador.

Em vez de concentrar a atuação apenas dentro da Câmara, ele defende uma política de proximidade, visitando bairros, conversando com moradores e acompanhando pessoalmente demandas apresentadas pela população.

Daí a frase repetida pelo vereador: “Meu gabinete é a rua.”

Para Pacheco, ouvir diretamente quem enfrenta os problemas é uma forma de compreender melhor demandas relacionadas a infraestrutura, transporte, saúde, assistência social e qualidade de vida.

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Uma história que dialoga com o trabalhador

Existe um componente político importante nessa trajetória.

Pacheco conhece a rotina do trabalhador não apenas pela atividade parlamentar, mas porque passou parte significativa da própria vida dentro dela.

Já esteve atrás de um balcão, dentro de um frigorífico e ao volante de um ônibus.

Essa vivência passou a fazer parte da identidade política construída pelo vereador em Viana.

Em uma época na qual a distância entre representantes e representados é uma das críticas recorrentes à política, Pacheco aposta justamente no caminho inverso: proximidade.

Das dificuldades à Câmara Municipal

A chegada à Câmara representou uma mudança de função, mas, segundo Pacheco, não deveria representar uma mudança de identidade.

Ele passou a ocupar um espaço institucional onde pode apresentar propostas, fiscalizar o Executivo e cobrar soluções para os problemas da cidade.

Mas procura manter os pés onde sua história começou: nas comunidades.

A trajetória também ajuda a explicar por que temas ligados a oportunidades, trabalho, desenvolvimento e atendimento às pessoas aparecem com frequência em sua atuação.

Uma história construída de baixo para cima

A política brasileira está cheia de trajetórias iniciadas dentro dos próprios partidos ou em estruturas tradicionais de poder.

A de Pacheco seguiu outro caminho.

Começou no trabalho comum.

Passou pelo volante de um ônibus.

Chegou às urnas.

E terminou levando para dentro da Câmara uma experiência acumulada muito antes de existir mandato.

Agora, Pacheco busca transformar essa história em combustível para novos desafios políticos, apresentando-se como alguém que conhece as dificuldades enfrentadas diariamente por milhares de trabalhadores porque já esteve do mesmo lado dessa rotina.

Do picolé ao frigorífico. Do ônibus às comunidades. Das ruas à Câmara.

A trajetória ajuda a explicar por que Pacheco escolheu uma frase tão simples para definir a forma como pretende fazer política:

o gabinete dele continua sendo a rua.

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