Ferraço assume comando das nomeações após saída em massa de secretários para eleição
A transição no Palácio Anchieta não será apenas política. Será administrativa — e de grande escala.
Com a decisão do governador Renato Casagrande de deixar o cargo em abril para disputar o Senado, ao menos 13 integrantes do primeiro escalão devem deixar suas funções para concorrer nas eleições deste ano. A movimentação abre espaço para uma ampla reconfiguração do secretariado, que passará a ser conduzida pelo vice-governador Ricardo Ferraço, futuro titular do Executivo estadual.
Hoje, o governo conta com 27 secretarias. A saída de mais de dez secretários representa praticamente metade da estrutura sendo renovada em curto espaço de tempo.
Casagrande afirmou que as substituições ocorrerão ao longo de março, respeitando o prazo de desincompatibilização. Segundo ele, as indicações serão discutidas em conjunto, mas a palavra final será de Ferraço, que assumirá oficialmente o comando do Estado no próximo mês.
O discurso oficial é de continuidade administrativa. A orientação é manter o funcionamento da máquina pública sem interrupções, priorizando nomes com perfil técnico e conhecimento das áreas estratégicas.
Secretariado vira base eleitoral
Entre os nomes cotados para disputar as eleições estão Tyago Hoffmann (Saúde), Emanuela Pedroso (Governo), José Carlos Nunes (Esportes), Enio Bergoli (Agricultura), Felipe Rigoni (Meio Ambiente), Vitor de Ângelo (Educação), Victor Coelho (Turismo), Jacqueline Moraes (Mulheres), Bruno Lamas (Ciência e Tecnologia), Cyntia Grillo (Trabalho e Assistência), Guerino Balestrassi (Recuperação do Rio Doce), Rafael Pacheco (Justiça) e Fabrício Noronha (Cultura).
Além deles, dirigentes de órgãos e subsecretários também avaliam entrada na disputa eleitoral.
A movimentação evidencia como o calendário eleitoral impacta diretamente a gestão pública. Secretarias estratégicas precisarão ser reestruturadas em meio à transição de comando.
Novo governo, novo desenho
Com Ferraço assumindo definitivamente em abril e sendo o nome do grupo para disputar o Palácio Anchieta em outubro, a escolha dos novos secretários ganha peso político.
Não se trata apenas de preencher cargos. Trata-se de reorganizar o núcleo do governo em ano eleitoral, equilibrando continuidade administrativa e posicionamento estratégico.
O Palácio Anchieta inicia, assim, uma das maiores reformulações internas da atual gestão — sob o olhar atento do cenário eleitoral que se aproxima.

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