Gilberto Musto, o Giba do Mapa do Voto, revela estratégias para campanhas eleitorais em entrevista ao Política Capixaba

Gilberto Musto, o Giba do Mapa do Voto, revela estratégias para campanhas eleitorais em entrevista ao Política Capixaba

Consultor político e escritor falou sobre posicionamento, pesquisas, comportamento do eleitor, construção de imagem e profissionalização das campanhas para 2026.

Segundo Giba, uma campanha deve começar pela definição do posicionamento do candidato. Para isso, pesquisas qualitativas e ferramentas como a análise SWOT podem ajudar a compreender a posição do político no cenário eleitoral.

O consultor ressalta que o marketing político não tem como objetivo transformar completamente a personalidade de um candidato, mas trabalhar ajustes de posicionamento e comportamento de acordo com o cenário.

“Você não terá uma segunda chance”

Um dos conceitos destacados durante a entrevista foi a importância da primeira impressão.

Giba afirma que o eleitor começa a formar uma opinião sobre um candidato antes mesmo que ele fale. Aparência, comportamento e maneira de se apresentar contribuem para essa percepção inicial.

Para o consultor, essa primeira percepção pode ser determinante na construção da imagem política.

A causa como elemento de diferenciação

Outro ponto abordado foi a necessidade de o candidato ter uma causa.

Na avaliação de Giba, um político que apresenta apenas propostas genéricas, como melhorar saúde e educação, pode ter dificuldade para se diferenciar. Ele defende que uma causa clara ajuda o eleitor a identificar o candidato e compreender aquilo que ele representa.

O eleitor e a economia da atenção

 

Giba também falou sobre a necessidade de ouvir o eleitor antes de apresentar propostas.

Segundo o consultor, o candidato precisa compreender as necessidades específicas de cada comunidade e família, em vez de simplesmente apresentar um conjunto genérico de propostas.

Ele também defendeu a combinação entre presença física e comunicação digital, argumentando que as redes sociais, isoladamente, não substituem o contato direto com a população.

A importância dos dados

Na entrevista, Giba criticou campanhas baseadas exclusivamente em percepção pessoal ou “feeling”. Para ele, uma campanha profissional precisa contar com dados, equipe preparada, pesquisa e estratégia.

Conselho ao eleitor

Ao final da conversa, o consultor deixou uma recomendação também para quem vai votar em 2026: pesquisar os candidatos e conhecer seus projetos antes de tomar uma decisão.

Ouça no Spotify:

Giba defendeu que o eleitor evite escolher exclusivamente pela emoção e procure entender quem são as pessoas que pretende colocar como representantes.

A entrevista completa está disponível no Política Capixaba.