O adeus a Oscar Schmidt, o “Mão Santa” do basquete brasileiro

O adeus a Oscar Schmidt, o “Mão Santa” do basquete brasileiro

Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira, 17 de abril, aos 68 anos. O ex-jogador passou mal em casa, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Ele foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, onde não resistiu. Seu falecimento ocorreu por arritmia cardíaca e parada cardiorrespiratória.

Schmidt nasceu em 16 de fevereiro de 1958, em Natal, no Rio Grande do Norte. Conhecido como Mão Santa, ele construiu uma carreira de 26 anos como profissional. Começou no Palmeiras e no Sírio, em São Paulo. Atuou em clubes da Itália e da Espanha. Defendeu a seleção brasileira em cinco Olimpíadas.

Schmidt marcou 49.973 pontos na carreira e foi o maior pontuador da história do basquete olímpico até 2024. Em Olimpíadas, marcou 1.093 pontos em 38 jogos, sendo com isso o único a ultrapassar a marca de mil.  Em 1987, nos Jogos Pan-Americanos, liderou o Brasil à vitória sobre os Estados Unidos com 46 pontos. Foi incluído no Hall da Fama da FIBA em 2010 e para o Basketball Hall of Fame dos Estados Unidos em 2013.

O governo federal decretou luto oficial de três dias em todo o país. O vice-presidente Geraldo Alckmin assinou o decreto, publicado em edição extra do Diário Oficial da União.  Alckmin classificou Schmidt como “uma lenda do basquete mundial” e destacou que o jogador sempre colocou “a defesa do Brasil nas quadras em primeiro lugar”.

Oscar lutou por 15 anos contra um câncer cerebral. Era um católico devoto e bastante aberto sobre a sua religiosidade. Schmidt relatou que sua fé o ajudou a receber o diagnóstico da doença sem ter medo da morte. Após cirurgias e quimioterapia, ele relatou ter vencido o câncer, encerrando o tratamento.

O Ministério do Esporte manifestou profundo pesar. O ministro Paulo Henrique Cordeiro lembrou a presença de Schmidt no Hall da Fama e enviou solidariedade à família. A Confederação Brasileira de Basketball (CBB) também lamentou a morte. Políticos como o senador Flávio Bolsonaro (PL) prestaram homenagens. “Maior ídolo do basquete brasileiro e referência mundial”, afirmou o senador. O velório e o enterro ficaram restritos à família e aos amigos próximos.

(Foto: divulgação)