Pedra da Cebola volta a cobrar respostas da Prefeitura de Vitória
Dois gansos encontrados mortos no Parque Pedra da Cebola elevaram para 37 o número de aves e saruês contabilizados como mortos durante as gestões Lorenzo Pazolini e Cris Samorini, segundo um protetor animal.
Os animais foram encontrados atolados na lama de uma das lagoas do parque, na sexta-feira (17) e no domingo (19). O episódio reacendeu as críticas sobre a manutenção do sistema hídrico e o acompanhamento da fauna no espaço público, localizado na Mata da Praia, em Vitória.
O protetor Fernando Furtado de Melo afirmou que a lagoa estava praticamente seca e que a Prefeitura só enviou caminhões-pipa depois que um vídeo sobre a situação ganhou repercussão nas redes sociais. Segundo ele, foram contabilizadas 26 aves e nove saruês mortos no fim do ano passado; com os dois novos gansos, o total chegou a 37 animais.
A Prefeitura de Vitória publicou um vídeo em que classificou a conservação da Pedra da Cebola como “prioridade permanente” e informou que equipes atuam na limpeza, na manutenção das áreas verdes e no acompanhamento dos animais. A administração também citou investimentos em equipamentos públicos, mas não respondeu aos questionamentos sobre as mortes, a frequência de abastecimento das lagoas ou a existência de perícia para identificar as causas.
Além das condições da lagoa, o protetor apontou a falta de câmeras de monitoramento, o desaparecimento de gatos e riscos em uma área reaberta do parque. Moradores também acompanham a discussão sobre o destino de um terreno municipal vizinho ao estacionamento, que pode receber equipamentos comunitários.
O caso recoloca a gestão dos parques urbanos e a proteção da fauna no centro do debate público em Vitória. A cobrança por informações e medidas permanentes busca evitar que ações emergenciais substituam a manutenção preventiva do espaço.

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