Peças plásticas voltam a aparecer em praias capixabas

Peças plásticas voltam a aparecer em praias capixabas

Novos registros na Serra aumentam a cobrança por investigação e fiscalização sobre a origem do material.

Peças plásticas continuam sendo encontradas em praias do Espírito Santo meses após os primeiros registros, enquanto o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tenta identificar a origem do material. Novos relatos foram feitos na quarta-feira (16), na Serra, após o restaurante Maresia e na Curva da Baleia, em Jacaraípe.

As ocorrências começaram em Vila Velha, no fim de 2025, e ganharam maior repercussão a partir de junho, quando uma quantidade significativa das peças apareceu na Serra. Moradores e entidades de outros municípios da Grande Vitória também relataram ter visto o material.

Segundo o Ibama, as peças podem ser biomídias usadas em sistemas de tratamento de esgoto ou de efluentes industriais. O órgão abriu processo para investigar o caso após ser informado pelo Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram) e buscou apoio de órgãos ambientais estaduais para realizar a análise.

O conselheiro municipal de Meio Ambiente da Serra, Guilherme Lima, afirmou que pretende levar o assunto ao colegiado e cobrar informações sobre as providências adotadas. Entre os pontos a serem esclarecidos está a possibilidade de o material ter sido liberado em grande volume ou de continuar chegando ao litoral por um processo permanente.

A Prefeitura da Serra informou que acompanha a situação. Em Vila Velha, a administração municipal disse manter contato com o Ipram e monitorar o litoral, sem registro recente de ocorrência em grande escala na região da Barra do Jucu. O município orienta que novos achados sejam comunicados à Ouvidoria, pelo telefone 162.

O Ibama informou que, caso sejam identificadas a origem, a infração e a autoria, poderão ser adotadas medidas administrativas, incluindo penalidades e ações de reparação ou compensação de danos ambientais. As biomídias são geralmente produzidas com polietileno de alta densidade, material resistente à biodegradação e que pode permanecer por longos períodos no ambiente.

Fonte: [Século Diário](https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/mais-pecas-plasticas-aparecem-em-praias-capixabas-e-moradores-cobram-respostas/)