Entre gestão, saúde no interior e parapente: Miro Vilarim mostra lado político e pessoal no Política Capixaba Podcast

Entre gestão, saúde no interior e parapente: Miro Vilarim mostra lado político e pessoal no Política Capixaba Podcast

Empresário e candidato a deputado estadual relembra início da trajetória em Itaguaçu, fala sobre experiência no governo, defende descentralização da saúde e ainda revela paixão pelos esportes radicais

O episódio do Política Capixaba Podcast com Miro Vilarim fugiu do formato tradicional de entrevista política e mostrou uma combinação que ajuda a explicar quem é o candidato a deputado estadual: experiência de gestão, atuação comunitária, preocupação com a saúde no interior e um lado pessoal bem mais descontraído.

Empresário, ex-vereador e com passagem pela estrutura do Governo do Estado, Miro relembrou diferentes momentos da própria trajetória e apresentou uma das bandeiras que pretende levar para a Assembleia Legislativa: a descentralização da saúde no Espírito Santo.

Mas antes dos assuntos mais sérios, o episódio começou com uma cena inesperada.

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A camisa que virou assunto no estúdio

Miro chegou ao podcast levando algumas camisas de presente aos apresentadores.

A coincidência veio logo depois: César Albenes apareceu usando exatamente uma camisa muito parecida com a escolhida por Miro.

A situação virou motivo de brincadeira no estúdio e abriu a entrevista em clima de descontração.

O encontro começou falando de política, mas a coincidência no figurino quase roubou a cena.

A brincadeira serviu também para quebrar a formalidade e dar o tom de uma conversa que, ao longo do episódio, passou por política, família, trabalho e até aventuras de parapente.

De Itaguaçu para a vida pública

Ao falar sobre sua trajetória, Miro voltou às raízes em Itaguaçu.

O envolvimento com a comunidade, segundo ele, foi determinante para sua entrada na política e acabou levando à eleição como vereador em 2008.

A experiência municipal representou o primeiro contato direto com a estrutura pública e com as demandas de quem depende diariamente do poder público.

Mais tarde, Miro também passou por funções na estrutura do Governo do Estado.

Ao comentar esse período, resumiu a experiência de forma direta:

“Foi uma verdadeira pós-graduação.”

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Para ele, acompanhar o funcionamento do governo por dentro ampliou sua compreensão sobre orçamento, gestão, planejamento e principalmente sobre a distância que muitas vezes existe entre as decisões tomadas nos grandes centros e as necessidades reais dos municípios menores.

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Saúde aparece como principal bandeira

Foi justamente quando o assunto chegou à saúde que a entrevista ganhou um tom mais sério.

Miro, que também atua empresarialmente no setor, criticou a necessidade de muitos moradores do interior precisarem se deslocar até a Grande Vitória para realizar consultas, exames ou tratamentos que poderiam estar disponíveis mais perto de suas cidades.

O morador do interior não deveria precisar atravessar o Estado para conseguir atendimento médico.

A descentralização da saúde aparece como uma das principais propostas políticas defendidas pelo candidato.

A ideia apresentada por Miro passa por ampliar a capacidade regional de atendimento, aproximando serviços especializados dos municípios do interior e reduzindo deslocamentos que muitas vezes representam gastos, cansaço e até abandono de tratamentos.

Levar atendimento para mais perto das pessoas significa também tratar o paciente com mais dignidade.

Na visão apresentada durante o podcast, a política de saúde precisa considerar não apenas a oferta do procedimento, mas todo o caminho que o cidadão percorre até conseguir acesso a ele.

O olhar de quem conhece o interior

A pauta também se conecta com a origem política de Miro.

Vindo de Itaguaçu, ele procura construir uma candidatura baseada na representação do interior e na defesa de maior equilíbrio entre a Grande Vitória e as demais regiões do Espírito Santo.

O argumento é que determinadas políticas públicas ainda permanecem excessivamente concentradas na Região Metropolitana.

Para Miro, ampliar serviços regionais pode fortalecer não apenas a saúde, mas também o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida nos municípios menores.

O interior não pode ser lembrado apenas em época de eleição. Precisa estar dentro do planejamento permanente do Estado.

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Gestão e experiência como argumentos políticos

A passagem por diferentes funções públicas também aparece como elemento central na construção da candidatura.

Miro tenta se apresentar não apenas como alguém que conhece a política, mas como alguém que já acompanhou de perto o funcionamento da máquina pública.

A experiência como vereador, a atuação comunitária e a passagem pela administração estadual formam o conjunto que ele pretende levar para uma eventual atuação na Assembleia.

O candidato defende que mandato parlamentar precisa combinar fiscalização, articulação política e conhecimento técnico.

Do gabinete para as alturas

Se a parte política revelou o gestor, o final do episódio mostrou um lado completamente diferente.

Miro contou sobre sua paixão por esportes radicais, especialmente o parapente.

A história começou como um desafio pessoal e acabou se transformando também em uma experiência familiar.

Ele contou que incentivou o próprio filho a aprender a voar, transformando o esporte em mais uma forma de convivência entre os dois.

Política, trabalho e responsabilidade ocupam grande parte da rotina, mas Miro também encontra no parapente uma forma de liberdade e conexão com a família.

O relato surpreendeu os apresentadores e trouxe uma dimensão mais pessoal para a entrevista.

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Entre o técnico e o humano

O episódio mostrou justamente essa combinação.

De um lado, um empresário e político que fala de gestão, descentralização de serviços e funcionamento do Estado.

Do outro, alguém que conta histórias de família, ri de uma coincidência com uma camisa e gosta de voar de parapente.

Essa dualidade acabou sendo uma das marcas da conversa.

Miro Vilarim tenta levar para a política a experiência de gestão sem abandonar a proximidade construída durante anos com as pessoas do interior.

Ao final, ficou claro que a candidatura pretende se apoiar especialmente em três elementos: experiência, presença regional e saúde.

E talvez o episódio tenha resumido bem essa tentativa de construção política: pés no chão para falar de gestão e saúde — e, quando sobra tempo, coragem para literalmente sair do chão.

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