EUA negam que Flávio Bolsonaro tenha influenciado decisão sobre CV e PCC
O governo dos Estados Unidos negou a influência do senador Flávio Bolsonaro na classificação das facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações narcoterroristas. A porta-voz do Departamento de Estado para assuntos do Brasil, Amanda Roberson, esclareceu a posição americana em entrevista à GloboNews. Segundo ela, as decisões do país cabem exclusivamente ao presidente Donald Trump e ao secretário de Estado, Marco Rubio.
A declaração contesta a versão de apoiadores do parlamentar brasileiro. Flávio Bolsonaro reuniu-se com Trump na Casa Branca na última terça-feira. Após o encontro, o senador afirmou que apresentou uma demanda específica ao presidente americano. “Eu fui exatamente fazer esse pedido expresso a ele para que ele declare PCC e CV como organizações terroristas, que são o que elas são”, declarou o parlamentar. O político fluminense também afirmou que o secretário Marco Rubio havia acatado o seu pedido.
A diplomacia americana minimizou a agenda política do senador na decisão. Roberson explicou que a medida faz parte do ordenamento jurídico dos Estados Unidos e atende a critérios técnicos de segurança. “Essas designações são uma ferramenta parte da lei dos Estados Unidos de tomar ações contra grupos e entidades que já sabemos que, no caso destes dois grupos, já estão atuando dentro dos Estados Unidos”, afirmou a porta-voz.
A nova classificação jurídica das facções brasileiras em território americano está agendada para entrar em vigor no dia 5 de junho. O senador Flávio Bolsonaro ainda não se manifestou sobre as declarações da porta-voz do Departamento de Estado.
(Foto: Agência Câmara / divulgação)

Jornalista, publicitário e estrategista de marketing político. Diretor do Consórcio de Notícias do Brasil, apresentador do CNBCAST e autor do livro “Manual do Candidato Vencedor”, referência em narrativas e estratégias eleitorais.




