Iniciativa quer preservar festa étnica de Vila Pavão

Com mais de 20 edições realizadas, a Pomitafro reúne tradições dos diversos grupos de imigrantes que deram identidade aos habitantes de Vila Pavão
Tradicional em Vila Pavão, a festa Pomitafro foi baseada na colonização do município por pomeranos, italianos e afrodescendentes, daí a junção que originou o nome. Para reconhecer a Pomitafro como patrimônio cultural imaterial no Estado, o deputado Adilson Espindula (PSD) apresentou na Assembleia Legislativa (Ales) o Projeto de Lei (PL) 300/2024.
Conforme a justificativa apresentada pelo deputado, a primeira edição da festa ocorreu em 27 de agosto de 1989. A Pomitafro teria surgido por iniciativa de professores, após perceberem a necessidade de espaço para apresentações de um grupo de danças pomeranas em Vila Pavão.
“Nas escolas, lançou-se um olhar para as características dos alunos e viu-se que a maioria eram ‘pomeranos’, uma boa parcela ‘italianos’ e outra parte ‘africanos’. A pergunta: como criar uma festa com esses colonizadores de Vila Pavão (distrito de Córrego Grande)?”, resgata Espindula.
Tal movimento cultural também teria tido reflexos políticos. “A consciência cultural que surgia no município com o ‘movimento cultural Pomitafro’ contribuía também e muito para todo o processo de emancipação política, que aconteceu em 1990, com a eleição da primeira administração municipal em 1992”, afirma o deputado na justificativa do projeto.
O autor ainda destaca a importância do evento para a valorização da cultural local, regional e estadual. “Hoje a festa ou o movimento cultural Pomitafro valoriza a língua, a vestimenta, a dança, a música, a culinária, a arquitetura, o folclore, a religiosidade, a história (museu), a educação, a pesquisa, a literatura, entre outras manifestações culturais destes três povos que colonizaram Vila Pavão”, aponta Espindula.
Tramitação
Os colegiados de Justiça, Cultura, Turismo e Finanças emitirão parecer ao projeto antes da votação em plenário.

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