Ales pede apuração sobre ação policial em Muqui e Pedro Canário
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (CDDH/Ales) encaminhou ofícios à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), ao comando da Polícia Militar do Estado (PMES), à Corregedoria da PMES e ao Ministério Público do Estado (MPES) pedindo apuração urgente sobre possível violência policial contra apoiadores do presidente Lula em Muqui, no sul do Espírito Santo.
A presidente da CDDH, deputada estadual Camila Valadão (Psol), afirma que vídeos das ocorrências mostram policiais militares iniciando a intervenção mesmo sem conflito, com pessoas feridas e encaminhadas a hospitais. Segundo a deputada, relatos e registros indicam que os agentes ignoraram tentativas de diálogo.
Em nota, Camila Valadão destacou que a atuação das forças de segurança deve observar a Constituição Federal, os direitos fundamentais e os parâmetros legais de uso da força, com respeito à integridade física e à dignidade das pessoas, mesmo em manifestações e comemorações em espaços públicos.
O episódio ocorreu no domingo (25), quando apoiadores de Lula foram às ruas de Muqui para comemorar a vitória eleitoral e, segundo relatos, se depararam com a Tropa de Choque da PM. A Polícia Militar alegou que a manifestação “transcorria de forma pacífica”, mas que, no decorrer, foram identificados “comportamentos que passaram a comprometer a segurança e a ordem pública”. Em vídeo publicado nas redes sociais, o major Igor Barcelos Rody, comandante da 15ª Companhia Independente da PMES, reafirmou a versão da corporação e apresentou registros do que seriam “infiltrados” na manifestação.
A deputada estadual Iriny Lopes (PT), também integrante da CDDH/Ales, pediu apuração de outro episódio, ocorrido em Pedro Canário, no extremo norte do Estado, no sábado (24), véspera da votação. Segundo ela, policiais militares foram filmados invadindo uma propriedade privada na localidade de Floresta do Sul, apossando-se de uma bandeira do presidente Lula para queimá-la e disparando armas de fogo. Em ofício à presidente da CDDH, Iriny afirmou não haver notícia de mandado judicial ou situação de flagrante que justificasse o ingresso no imóvel.
Fonte: [Século Diário](https://www.seculodiario.com.br/seguranca/comissao-de-direitos-humanos-da-ales-cobra-apuracao-sobre-repressao-nas-eleicoes/)

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