Plano de ciência mira o futuro do Espírito Santo

Plano de ciência mira o futuro do Espírito Santo

O Plano Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Espírito Santo projeta ações até 2035 e propõe transformar conhecimento em desenvolvimento econômico e social.

O PCTI-ES foi estruturado em sete eixos estratégicos, que passam por governança, formação de mestres e doutores, infraestrutura científica, ambientes de inovação, transformação digital e popularização da ciência. A proposta busca descentralizar oportunidades e reduzir a concentração de iniciativas na Grande Vitória.

A agenda também se conecta ao Plano ES 500 Anos, que prevê uma economia mais complexa e diversificada até 2035. Nesse desenho, ciência e inovação são tratadas como instrumentos para gerar empregos qualificados e preparar o Estado para áreas como inteligência artificial, bioeconomia e transição energética.

O financiamento aparece como um dos principais desafios. Segundo a análise publicada por Sávio Bertochi Caçador, cerca de 1% da receita estadual é destinado à Ciência, Tecnologia e Inovação, percentual inferior ao de São Paulo, que supera 4%. A ampliação dos recursos é apontada como condição para que o plano não fique restrito às metas do documento.

Outro ponto é a continuidade administrativa. Com as eleições de 2026 e a mudança de gestão prevista para o ciclo 2027-2030, o plano precisará atravessar o calendário político para se consolidar como política de Estado, e não apenas como programa de um governo.

A execução permanente, com governança técnica e participação regional, será decisiva para transformar os objetivos do PCTI-ES em resultados. O Espírito Santo já definiu a direção; o próximo passo é garantir recursos, acompanhamento e continuidade.

Fonte: A Gazeta

Fonte: A Gazeta